Eu olho a sua volta e vejo que todas as coisas que a rodeia estão se movimentando e você está parada no tempo por dias afirmando viver em paz. Pergunto-me o que te prendeu neste lugar singular, vindo como única resposta que as coisas acontecem quando tem que acontecer e com quem deve acontecer.
Talvez aí, você consiga destruir este compasso que é sua vida. Pare de viver simetricamente, em uma circunferência medida.
Aceite opiniões, você não é de metal, não por dentro. Então viva sentimentos, aceite seus erros, aprenda com eles e com as pessoas que estão ao seu lado. Ah, e não as trate como rivais, como seres estranhos, somos humanos. Apesar de você estar dentro dessa armadura, sei que sente o calor que transborda do meu corpo, e dos corpos que lhes rodeia e compreenda que não te queremos mal, só queremos conviver com uma outra humana, sem este compasso da tua vida, aproveite e dilua pelo menos a metade dessas tuas armaduras com sentimentos verdadeiros, esquece todas essas suas amarguras feitas e recebidas.
Agora abra teus olhos, veja como o tic tac do relógio sussurrando de leve nos teus ouvidos.
Sinta o prazer de querer tudo o que desconhece, pouco do que conhece e agora sim, muito do que reconhece. Queira mais, muito mais do que essa tua paz!
BY: Carinne Garcia.
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